ÉtiCa hacKer

domingo, 10 de agosto de 2008

De fato, existe um código de responsabilidade não escrito que de uma certa forma

cede os parâmetros do modus operandi hacker.

Esse código, “socializador, de abertura e descentralização” (Levy, 96: 30) foi copiado

dentro do MIT por volta dos anos 60, recebendo a influência tipicamente libertária da

época. Basicamente, são seis os vetores principais.

1- O acesso à Internet e aos computadores deve ser ilimitado e completo. A

alfabetização tecnológica do povo é o caminho para o conhecimento e o conhecimento

é a chave da libertação

2- Toda informação, sem exceção, deve estar disponível para todos. A divisão da

informação é um bem potente para o crescimento da democracia e contra o controle

político da elite tecnocrata. O dever ético do hacker é a repartição de seu saber com o

resto da comunidade apartada da sociedade. O copyright é um conceito superado.

3- Furtos, destruição de privacidade, vandalismo e dano a sistemas da informática

ferem a ética hacker. Invadir sistemas com intuito de explorar e se divertir é

eticamente correto

4- Questionar as autoridades. Promover a descentralização. A burocracia industrial,

governamental e universitária, é inconciliável com o espírito de pesquisa construtiva e

inovadora do hacker. A utopia hacker é “levar o computador às massas” (Levy, 1996:

310)

5- O hacker deve ser julgado por seus atos e não por critérios de qualificação, etnia,

gênero ou status social.

6- Com um computador se cria arte. Ele é a extensão ilimitada da própria imaginação

pessoal. O computador e a Internet são as novas armas de transformação e

construção da realidade. E o dever do hacker é evitar que eles se tornem

instrumentos de opressão.

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