De fato, existe um código de responsabilidade não escrito que de uma certa forma
cede os parâmetros do modus operandi hacker.
Esse código, “socializador, de abertura e descentralização” (Levy, 96: 30) foi copiado
dentro do MIT por volta dos anos 60, recebendo a influência tipicamente libertária da
época. Basicamente, são seis os vetores principais.
1- O acesso à Internet e aos computadores deve ser ilimitado e completo. A
alfabetização tecnológica do povo é o caminho para o conhecimento e o conhecimento
é a chave da libertação
2- Toda informação, sem exceção, deve estar disponível para todos. A divisão da
informação é um bem potente para o crescimento da democracia e contra o controle
político da elite tecnocrata. O dever ético do hacker é a repartição de seu saber com o
resto da comunidade apartada da sociedade. O copyright é um conceito superado.
3- Furtos, destruição de privacidade, vandalismo e dano a sistemas da informática
ferem a ética hacker. Invadir sistemas com intuito de explorar e se divertir é
eticamente correto
4- Questionar as autoridades. Promover a descentralização. A burocracia industrial,
governamental e universitária, é inconciliável com o espírito de pesquisa construtiva e
inovadora do hacker. A utopia hacker é “levar o computador às massas” (Levy, 1996:
310)
5- O hacker deve ser julgado por seus atos e não por critérios de qualificação, etnia,
gênero ou status social.
6- Com um computador se cria arte. Ele é a extensão ilimitada da própria imaginação
pessoal. O computador e a Internet são as novas armas de transformação e
construção da realidade. E o dever do hacker é evitar que eles se tornem
instrumentos de opressão.
ÉtiCa hacKer
domingo, 10 de agosto de 2008
Postado por DiCaS HAcKeR às 8/10/2008 06:25:00 PM
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